TCC - Taubaté Country Club e a Rua das Palmeiras


TCC DE HOJE


O Taubaté Country Club foi fundado em 1936 por um grupo de pessoas da sociedade taubateana.

Felix Guisard, Victor Barbosa Guisard, Raul Guisard, Arthur Audrá entre outros se reuniram e começaram a arrecadar dinheiro para construir a parte onde hoje está o restaurante e o piso superior onde é o salão nobre.

Os títulos de quotista do TCC foram disponibilizados a venda, a fim de atender a uma classe social de maior poder aquisitivo. Na década de 50 o Taubaté Country Club criou o título remido para ajudar a continuar as suas construções, quem comprasse este título teria o direito de não ter que pagar mais a mensalidade. Com uma vida social agitada, o TCC inovou com seus bailes sofisticados no salão nobre, normalmente irradiadas pela ZYA 8 – Rádio Difusora, o clube sempre foi palco dos grandes acontecimentos sociais, como torneios de tênis, basquete, vôlei, recepção de autoridades, como o ex-presidente Ernesto Geisel, e usado para apuração de votos nas eleições.

No fim da década de 70, o TCC adquiriu o terreno onde hoje estão as quadras cobertas que pertenciam ao depósito de construção Moacyr Freire, que hoje da fundo para a rua Anísio Ortiz Monteiro, aumentando suas instalações.

Hoje sem dúvida alguma é um dos clubes mais bonitos e bem cuidados de Taubaté, com uma estrutura muita bem montada para um clube de cidade interiorana. O maior valor no TCC é ele ter dado toda esta estrutura a sessenta anos atrás.

Na foto de hoje podemos ver bem a Rua das Palmeiras, e a esquerda o TCC. Podemos observar que o muro do clube era baixo. A foto mostra bem a primeira quadra coberta do clube, que veio a ruir após uma torrencial chuva de pedra e vento em 1982.

Rua das Palmeiras

Vamos voar com nossa imaginação aos primeiros anos do século XX, e olharmos esta foto cujo fotógrafo era alguém bem sensível e retratou as Palmeiras Imperiais, da antiga Rua das Palmeiras, hoje Rua Conselheiro Moreira Barros. Esta rua foi cartão postal de nossa cidade. Numa Taubaté mais antiga onde ainda não se conhecia a verticalização da cidade, ou seja, a construção de inúmeros prédios, de qualquer parte conseguia-se enchergar as Palmeiras Imperiais que chegavam a atingir 65m de altura.

No mês passado foi publicada uma foto olhando da Rua das Palmeiras para a estação ferroviária, hoje publicamos da estação ferroviária para a Rua das Palmeiras.

À direita da foto, está o majestoso Jardim da Estação construído na administração municipal do prefeito Cel. José Benedito Marcondes de Mattos, que a este tempo tinha até um pequeno zoológico, com pavão, macaco e outros animais. À esquerda está hoje construída a estação rodoviária. No início da Rua das Palmeiras vemos o hotel Pereira, que era um respeitado hotel e naquela época pertencia ao português Francisco Jacinto Pereira. Hoje está neste local o Ribeiro Pneus.

Ao vermos uma foto como esta, nos perguntamos onde está o "progresso", em que se progrediu a cidade no aspecto visual. Até estes dias conversando com o professor Maurício, ele me chamou a atenção para este fato do progresso. Que progresso é este que destrói a paisagem de nossa cidade?



Rua das Palmeiras


Foi no último quartel do sec. XIX que foram plantadas as palmeiras imperiais, da antiga Rua das Palmeiras, hoje, Rua Conselheiro Moreira de Barros. Nunca soube-se ao certo por qual iniciativa foram plantadas as palmeiras.

Existem três versões:
Uma seria, que D. Lúcia Wood, cidadã americana que aqui fixou residência, quando casou-se com o eng. Fernando de Mattos, teria plantado. A outra seria que o Fazendeiro Manoel gomes Vieira, o Barão da Pedra Negra teria mandado um escravo de sua fazenda plantar e a outra é que o comerciante Carneiro de Souza, de nacionalidade lusitana teria trazido as palmeiras de Paris, plantando-as em Taubaté.
Estas três informações nunca foram confirmadas devido a um anacronismo histórico, quando pesquisamos nas atas de Câmara no Arquivo Municipal. As informações não se cruzam. A teoria mais aceita foi a primeira, da agronôma Lúcia Wood de Mattos, que foi responsável por um grande projeto de arborização em Taubaté. Lúcia Wood plantou os "platons" que estiveram na praça Dom Epaminondas. Plantou um palmeira que estava no bosque, hoje Praça da Eletro, que em 1987 por estar condenada foi sacrificada entre outras. As belas palmeiras imperiais da Rua das Palmeiras atingiam sessenta metros de altura, durante o percurso da rua haviam quarenta e seis palmeiras ao todo.

No dia 16 de janeiro de 1966 choveu torrencialmente na cidade e uma das palmeiras caiu sobre a outra num efeito dominó, atingindo um veículo. Um teste foi feito por agrônomos da casa da lavoura, que detectaram, em um relatório, que aquelas palmeiras tinham cumprido seu ciclo vegetativo, devido principalmente a falta de uma assistência tecnica contínua, as condições de habitat desfavoráveis e as multilações contínuas de suas raizes fasciculadas, ocasionada pela reforma de prédios, construções de rede de esgoto, etc.


Diante deste laudo, o poder público municipal resolveu naquele ano que as palmeiras fossem cortadas, determinação que gerou polêmica e passeata contra o então prefeito Jaurés Guisard e sua determinação. Porém, elas foram cortadas, e poucas pessoas hoje em dia tiveram o prazer de ter visto as palmeiras imperiais de Taubaté, cartão de visita da nossa cidade.

Prof. Wanderlan Filho