Chácara do Visconde
A sede da Chácara
do Visconde foi construída entre 1860 a 1865, registrada na
época, nos limites da cidade. Foi herança e propriedade de José
Francisco Monteiro Júnior, filho do Visconde de Tremembé e pai
de José Bento Monteiro Lobato. Legislou em favor
de muitos melhoramentos, tais como: |
No
setor sociocultural teve participação, como acionista e colaborador,
na construção do Teatro São João, bela casa de espetáculos e
centro cultural-recreativo, assim como participante da Irmandade
da Santa Casa de Misericórdia, de Taubaté, mantenedora do Hospital
Santa Isabel. Foi participante ativo da comissão fundadora do
Instituto Taubateano de Agricultura, Artes e Ofícios e membro
do conselho diretor da Sociedade Protetora dessa instituição,
que tinha como objetivo estabelecer uma escola profissional
no município. Como herdeiro de vasta fortuna e possuidor de grande prestígio, conquistado por esforço próprio, era proprietário de inúmeros bens, dentre os quais um “sítio de 19 alqueires de terras, situado no bairro da Estiva, em parte murado e plantado de árvores frutíferas e cafezais, compreendendo também pasto e matas. Uma casa de morada forrada, assoalhada e envidraçada completava o cenário. Ao seu redor outras construções: duas casas para empregados, a tulha e a cocheira. Esta paisagem foi o universo de seu neto, quando ainda criança. Era naquela chácara que o menino Monteiro Lobato passava suas férias escolares, povoando sua mente de personagens e fatos que, anos após, quando já adulto, possibilitou-lhe a criação do mundo lúdico da Vovó Benta, tia Anastácia, Pedrinho, Narizinho e a sapeca Emília. Nessa propriedade nasceu o neto do Visconde, José Bento Monteiro Lobato, que juntamente com as irmãs Judith e Éster, lá passava costumeiramente as férias escolares. Biógrafos de Monteiro Lobato destacam a importância de sua vivencia nessa propriedade rural, bem como a utilização precoce que fez da biblioteca do avô, para a apreensão da decadente cultura cafeeira no Vale do Paraíba e suas conseqüências, que posteriormente transportaria para suas obras literárias. Com a morte do Visconde de Tremembé, em 1911, a chácara – então com 20 alqueires – coube por herança à neta Judith Monteiro Lobato, que logo a vendeu, “leiloando os móveis e demais objetos da casa”. Posteriormente, formou-se uma companhia para a exploração de xisto betuminoso no subsolo da propriedade mas, fracassada a empresa, a chácara foi entregue ao engenheiro Joaquim de Castro em 1948, como pagamento de divida; conforme escritura então lavrada, ela compreendia um terreno de 331.600 metros quadrados e continha fruteiras, pastos, matas, ribeirão e cachoeira, cada de morada, tulha, capela, garagem e demais benfeitorias. Algum tempo depois, foi adquirida pelo engenheiro Guilherme Winter. Em 1969 foi tombada pelo então Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, uma área de 7.000 metros quadrados incluindo a casa, a capela, o cruzeiro e uma jaqueira centenária; o ato vinculou-se à importância histórica e arquitetônica de que se reveste a propriedade. Desde 1962, entretanto, a área de 7.000 metros quadrados fora “declarada de utilidade pública pelo governo estadual”, correndo a ação expropriatória até 1970; em 1967 juntou-se a esta nova ação, então procurando expropriar uma área de 13.000 metros quadrados, e que se prolongou até 1972. A propriedade, portanto, pertence ao governo do Estado de São Paulo. Construída em taipa e estrutura de madeira com painéis de pau-a-pique. Originalmente a casa possuía entre seis a oito cômodos, e constituía “exemplar típico das chácaras” que envolviam as chamadas “cidades do café” no século passado. Depois de adquirida por Guilherme Winter, sofreu transformações significativas, o mesmo ocorrendo por ocasião da intervenção efetuada pelo SPHAN em 1963, que deu inicio à sua restauração no mesmo ano. As obras de restauração foram concluídas entre 1979/1981, pelo CONDEPHAAT. A entrega oficial da obra se deu aos 26 de abril de 1981, na comemoração da Semana de Monteiro Lobato, ocasião em que foi aberta ao público pra visitação. A chácara, hoje loteada, deu origem ao bairro Chácara do Visconde, onde ainda pode ser visitada a antiga sede, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional. (IPHAN). A Chácara do Visconde representa o esforço conjunto do povo taubateano, dignamente representado pelas autoridades e personalidades locais, que sensibilizadas pela significação deste patrimônio histórico-cultural, contribuíram para preservar a sua memória e identidade. |
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Chacara
do Visconde ou Sitio do Pica Pau Amarelo |
MUSEU
DA CHACARA DO VISCONDE O acervo do museu é composto com objetos ligados ao universo infantil, brinquedos principalmente, de modo que as crianças se sintam predispostas a captar as informações educativas, culturais e artísticas transmitidas pelo conjunto de programações do Museu. É da responsabilidade da comunidade local e da Prefeitura Municipal de Taubaté, a participação e preservação da Chácara do Visconde, uma vez que a ela caberá o desenvolvimento de todas as atividades de animação desse centro infantil. Aberto a visitação pública, o Sitio do Pica-Pau Amarelo tem atraído crianças que querem conhecer de perto os personagens que povoam suas fantasias. |
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