Monumento Cristo Redentor

Em 1953 foi lançada a pedra fundamental para a construção de um dos mais bonitos belvederes do Vale do Paraíba – o monumento do Cristo Redentor da cidade de Taubaté.

Em 31 de março de 1956, exatamente à meia-noite o Bispo Diocesano D. Francisco Borja do Amaral inaugurou o monumento do Cristo Redentor acionando a chave comutadora do circuito elétrico inundando a praça num mar de luzes.

O monumento possui 21 metros de altura sendo : um pedestal de 8 metros e a imagem com 13 metros de altura, pesando 35 toneladas.

Em sua base a Capela de Nossa Senhora da Paz, dedicada à veneração de São José e de São Judas Tadeu, conta magníficos murais de autoria de Camargo Freire e o dedicado a Nossa Senhora da Paz é cópia do original existente na Catedral do Salvador, na Bahia, oferecido pelo Papa Pio VII ao beato Inácio de Azevedo, chefe dos quarenta Mártires do Brasil.

 

“No alto da mais elevada colina que se debruça sobre a cidade, à margem da rodovia Dutra, imponente em toda a sua grandiosidade, está o monumento a Cristo Redentor com seus braços abertos, exprimindo a hospitalidade da gente taubateana”, disse um dos diários locais no transcurso do vigésimo aniversário do monumento.

No entanto, poucos sabem o quanto custou em tempo, em dinheiro, dedicação, confiança, desprendimento, renúncia, para que isso acontecesse.

Como tudo nasce de uma idéia, a primeira começou quando o professor Teodoro Côrrea Cintra (diretor do Ginásio Taubateano), entusiasta pelo escotismo, tendo acampado no local com seus escoteiros, encantou-se com o panorama dali descortinado. Desceu deslumbrado da colina e idealizou para aquele lugar, o erguimento de um monumento ao escoteiro como estimulo à juventude. A idéia foi tomando corpo, formou-se uma Comissão Organizadora sob a presidência de sua Eminência Sr. Bispo Diocesano – Dom Francisco Borja do Amaral para levantar o monumento, porem não mais homenageado o escoteiro e sim a São Francisco, padroeiro da Diocese. Tendo à frente o professor, a Comissão passou a se reunir periodicamente nos escritórios da Empresa de Eletricidade de São Paulo e Rio de Janeiro, no ponto onde hoje se localiza uma das agências do Banespa.

Oswaldo Guisard assumiu a lavratura das Atas. A procura do escultor foi a primeira providência, sendo apresentado o Sr. Octaviano Papaiz, estabelecido Campinas, que apresenta entre outras obras a figura de um Cristo idêntico ao do Corcovado e que se encontrava disponível em suas oficinas. A estatura de São Francisco, demandaria confecção de matriz especial com encargos financeiros atualizados o que dificultaria a execução no momento. Dom Borja concordou com o erguimento da imagem do Cristo Redentor. Foi aberto um “livro de ouro”, distribuíram-se listas para angariar fundos entre as varias associações religiosas. O professor iniciou-se um programa na Rádio Difusora de Taubaté intitulado “minuto Azul da Ave Maria “, levando a idéia do erguimento da estátua no ar; a popularidade do programa penetrou não só a diocese mas o sul de Minas e outras regiões do País e, conseqüentemente, começaram a surgir as contribuições de todos os lados. O primeiro passo foi a aquisição das peças que vieram para o local onde a pedra fundamental já havia sido lançada solenemente por Dom Francisco em 08 de dezembro de 1953 na comemoração da abertura do Ano Santo Mariano, e do segundo aniversário de fundação da Federação Diocesana das congregações Marianas.

Apareceu o primeiro imprevisto: o primeiro arcabouço de aço era de elevado custo, superando em muito as expectativas, o que causou desagradáveis conseqüências: os cépticos e maldizentes espalhavam a idéia de falido o projeto e mal empregado o dinheiro. Foi quando o Dr. Urbano Alves de Souza Pereira passou a integrar a Comissão, homem prático e profundo conhecedor do caso em questão. Passou a sondar a resistência do terreno com a cravação de oito (8) estacas de concreto. Contente com o resultado elevou o estaqueamento para dezesseis (16) unidades, construiu uma torre de cimento armado e nela adaptou as peças. Octaviano Papaiz maravilhou-se com o processo fácil, econômico.

Em 31 de março de 1956, à meia noite dom Francisco Borja Amaral aciona a chave condutora do circuito elétrico “inundando a praça num mar de luzes onde surgiu em toda a plenitude de sua beleza a imagem de Cristo como um convite à fé e a prece”, procedeu a benção liturgia das instalações e celebrou a Santa Missa na Capela da Paz.
Ponto atrativo da cidade é ele hoje diariamente visitado por centenas de pessoas. Em sua base a Capela de Maria, Senhora da Paz, dedicada à veneração de São José e de São Judas Tadeu, consta de magníficos murais de autoria de Camargo Freire. O de Nossa Senhora da Paz é cópia do original existente na Catedral de Salvador, na Bahia, oferecido pelo Papa Pio VII ao beato Inácio de Azevedo, chefe dos “quarenta mártires do Brasil”. A criação da Caritas Diocesana em 1958 veio ampliar e dar novas proporções à obra filantrópica ao prestar inestimáveis serviços, assistindo a inúmeras famílias, distribuindo alimentos, remédios, assistência médico-dentária, etc.

Dois entre os obreiros já faleceram: o Dr. Urbano Alves de Souza Pereira (1897-1965) e o Professor Teodoro Côrrea Cintra (1914-1976).
Homenageando o trabalho e a memória de ambos, a Prefeitura Municipal denominou:
• Praça Cristo Redentor – Lei n° 480 de 16.09.60, Praça Pública doada por Nivaldo Righi quando abriu o loteamento no Alto de São Pedro.
• Rua Dr. Urbano Alves de Souza Pereira, engenheiro e educador – Lei n° 944 de 12.05.66. Situada no prolongamento da Rua Marquês do Herval ao ser loteada a antiga Chácara Humberto Ambrogi.
• Praça Comendador Professor Teodoro Côrrea Cintra, Apóstolo do Bem – Lei n° 3.602 de 09.12.76 – localizada no Alto de São João.

Vista Aérea Cristo Redentor


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