“Reiadas”,
Ternos de Reis ou Reis – são manifestações folclóricas
do período natalino. As folias são grupos que por devoção,
gosto ou função social peregrinam de casa em casa na
época do Natal.
Esses grupos visitam e louvamos presépios do período
de Natal até o dia 6 de janeiro em algumas regiões,
e até o dia 2 de fevereiro, Dia de Nossa Senhora das
Candeias, em outras regiões.
Em cantoria os grupos de “Folias de Reis” utilizam temas
religiosos, da Anunciação do nascimento de Jesus à visita
dos Reis Magos.
É tão expressiva a presença das “Folias” na nossa região,
principalmente em Taubaté, que a Área Cultural promove
todo ano o grande “Encontro de Folias de Reis”, no dia
de Nossa Senhora das Candeias, 2 de fevereiro, na Praça
Monsenhor Silva Barros.
O encontro realizado em 1997 mobilizou 20 grupos folclóricos
e dentre eles destacamos as mais tradicionais:
Folias
• Folia de Reis Mineira do Bairro Água Quente.
Fundador e resp.: Sr. Waldomiro Francisco Pereira -
Rua Jose teofilo Cruz, 157 - Agua Quente.
É um dos grupos mais conhecidos e atuantes em Taubaté.
• Folia de reis Sr. Olacy - resp. Olacy F. de Oliveira
• Folia de Reis Sr. Rheno - resp. Rheno Gonzaga Campos
- Pq. Sabara
• Folia de Reis São Judas Tadeu - resp. Luiz Marcondes
- Rua Madre Maria Teodora Voiron, 61 - Jd. Baronesa.
• Folia de Reis Paulista - resp- Pedro Luiz Portela
- Rua do Correa, 220 - centro
•
Grupo de Adoração de Presépios – Parque Sabará.
Fundador: Sr. Geraldo Tomé.
Um dos mais antigos de Taubaté, fundado em 1949.
Moçambiques
São folguedos comuns nas cidades valeparaibanas. São
grupos religiosos que homenageiam com música e danças
seus santos padroeiros.
Suas danças caracterizam-se por evoluções, manejos de
bastões e sapateados.
Seu traço característico são os paiás (guizos) ou gungas
(chocalhos de lata) que os moçambiqueiros trazem atados
aos tornozelos.
Taubaté preserva com muita seriedade essa tradição.
São vários os grupos atuantes de Moçambiques na nossa
cidade. Dentre eles destacamos:
• Cia. Moçambique do Parque Bandeirante - resp. Geraldo
Paula santana Filho - Rua nelson Barbosa Brita, 176
- Pq. Aeroporto
• Cia. de Moçambique Cidade de Deus, fundada em 1933
pelo Sr. José Benedito Miranda, resp.Jose benedito Miranda
-
Rua Violeta 100 - Ch. do Visconde.
• Cia. de Moçambique São Gonçalo - resp. Augusto Tiger
- Rua B, 21 - São Gonçalo
• Cia de Moçambique Bairro do Belém, fundada em 1961,
resp. Jose Bonifacio - Rua C, 150 - Fonte Imaculada.
Congadas
De influencia africana, as Congadas, Congos ou Ticumbis,
são cortejos que aparecem nas festas religiosas nos
mais diversos pontos
do país, sobretudo nas dedicadas à Nossa Senhora e São
Benedito.
Possuem, em geral, reinados com rei, rainha, vassalagem,
etc... representando nas evoluções que fazem lutas e
embaixadas.
Em Taubaté as ações realizadas pela preservação dessa
tradição, encontram suporte na devoção e energia dos
grupos que receptivos, atendem com muito orgulho todas
as festividades da nossa cidade.
O Estado de São Paulo possui um Mestre e Rei da Congada
que é o Sr. Alcides Pereira de Castro, um dos nossos
mais antigos
mestres do Congo.
Dentre os grupos mais atuantes de Taubaté, destacamos:
• Congada de São Benedito do Alto do Cristo – fundada
em 1995 por Guido Bonifácio (Mestre Guido). - resp.
Joaquina de Oliveira
- Rua Jose Giglio, 321 - Alto do Cristo
• Congada de São Benedito e Nossa Senhora (Fonte Imaculada),
fundada em 1994 por Tarcisio Ferreira de Castilho. -
resp. Carlos Bonifacio - Rua H, 141 - Fonte Imaculada
Jongos
Dança de origem africana, bantos, ancestral do batuque,
do samba e do pagode. O jongo é estruturado em roda,
em torno de uma
fogueira que ajuda a manter os tambores afinados, e
geralmente acontecem em praças públicas nas festividades
religiosas e profanas.
Antigamente o jongo era dançado nos terreiros, homenageando
São Benedito e os nossos antepassados negros.
Em Taubaté, São Luis do Paraitinga, Pindamonhangaba
e Cunha encontram-se os últimos jongueiros do Vale do
Paraíba.
A Área de cultura de Taubaté tem procurado incentivar
e colaborar para que outros grupos de jongos sejam formados
a partir dos já existentes.
Dona Maria (jongueira) já está juntando adeptos da dança
para a formação de mais um grupo folclórico.
Aplaudimos o Sr. Pedro Sebastião, 73 anos, que há 10
anos vem divulgando o jongo, o Sr. João Catuçaba e a
Dona Maria, verdadeiros responsáveis pela preservação
dessa riqueza cultural.