Taubateanos Ilustres

Antonio Rodrigues Arzão descobriu ouro nos sertões de Cuiaté ou Caeté, depois seu cunhado, Bartolomeu Bueno de Siqueira não encontrando a jazida de Arzão descobriu as minas de Itaverava.

Das duas expedições e pela corrida do ouro, instalou-se em Taubaté - Casa de Fundição.

Taubaté, como poucas cidades brasileiras, através de seus filhos, tem participado marcante e ativamente de fatos históricos de importância nacional. Por exemplo, relembramos que jovens de Taubaté, pertencentes às mais distintas famílias, incorporam-se a Guarda de Honra do Príncipe D. Pedro, apoiando politicamente e dando proteção militar durante sua importante viagem a São Paulo e Santos, e em cujo retorno, na Colina do Ipiranga, na tarde de 7 de setembro de 1822, o Príncipe proclamou a Independência do Brasil.
Desejamos destacar algumas das muitas personalidades que fizeram a historia de Taubaté sem, contudo colocar em Demétrio as que não mencionamos.


TITULARES DO IMPÉRIO

(1830 - 1911)
VISCONDE DE TREMEMBÉ
José Francisco Monteiro

(1832 - 1892)
BARÃO E VISCONDE DE MOSSORÓ
José Félix Monteiro

(1821 - 1902)
BARÃO DA PEDRA NEGRA
Manoel Gomes Vieira

(1814 - 1891)
BARÃO PEREIRA DE BARROS
Cel. Jordão Pereira de Barros

(1815 - 1905)
BARÃO DE TAUBATÉ
Antonio Vieira de Oliveira Neves

(1818 - 1890)
BARÃO DE POUSO FRIO
Mariano José de Oliveira Costa

(1833 - 1896)
BARÃO DE JAMBEIRO
Com. David Lopes de Souza Ramos

(1835 - 1898)
CONDE DE SANTO AGOSTINHO
D. José P. da Silva Barros


OUTROS VULTOS TAUBATEANOS


(1816 - 1873)
JORGE EMILIO THEODORO WINTHER
(1832 - 1890)
DR. FRANCISCO DE PAULA TOLEDO
(1833 - 1909)
DR. LOPES CHAVES
(* - 1896)
CONSELHEIRO ANTONIO MOREIRA DE BARROS
(1837 - 1920)
DR. ANTONIO QUIRINO DE SOUZA E CASTRO
(1851 - 1895)
DR. EMILIO THEODORO WINTHER
(1851 - 1919)
CORONEL JOSÉ BENEDITO MARCONDES DE MATTOS
(1854 - 1927)
Dª FRANCISCA DE PAULA MARCONDES DE MATTOS
(Dª CUIQUINHA DE MATTOS)
(1862 - 1942)
FELIX GUISARD
(1864 - 1934)
DR. JOÃO URBANO FIGUEIRA
(1869 - 1940)
DR. GASTÃO ALDANO VAZ LOBO DA CÂMARA LEAL
(1872 - 1955)
BERNARDINO QUERIDO
(1877 - 1934)
DR. PEDRO LUIZ DE OLIVEIRA COSTA
(1882 - 1948)
JOSÉ BENTO MONTEIRO LOBATO
(1885 - 1960)
DR. PAULO DE OLIVEIRA COSTA
(1887 - 1952)
JOSÉ OLEGÁRIO DE BARROS
(1885 - 1966)
GEORGINA ANDRADE DE ALBUQUERQUE
(1888 - 1971)
SEGESTREDO (FEGO) CAMARGO
(1889 - 1980)
DR. JOSÉ LUIZ CEMBRANELLI
(1890 - 1964)
FELIX GUISARD FILHO
(1893 - 1974)
CESÍDIO AMBROGI
(1897 - 1965)
DR. URBANO ALVES DE SOUZA PEREIRA
(1899 - 1970)
JUDITH CAMPISTA CESAR
(1900 - 1983)
GENTIL EUGÊNIO DE CAMARGO LEITE
(1903 - 1982)
OSWALDO GUISARD
(1905 - 1978)
JAURÉS GUISARD
(1906 - 1982)
DR. JOÃO GUILHERME DE OLIVEIRA COSTA
(1906 - 1984)
ANTONIO MELLO JÚNIOR
(1912 - 1982)
LYCURGO BARBOSA QUERIDO
(1917 - 1963)

Bandeirantes

Sendo Taubaté núcleo irradiador do bandeirismo, a sua gente desbravou sertões, descobriu ouro e fundou cidades.
Destacam-se entre eles os seguintes bandeirantes:

ANTÔNIO RODRIGUES AZÃO, foi um dos primeiros a descobrir ouro, quando em 1693, chefiando uma bandeira, devassou os sertões da Casa da Casca (Minas Gerais). Essa descoberta feita por “moradores de Taubaté”, projetaram os taubateanos e a Vila, que sediou como prêmio, uma “Casa de Fundição” de ouro.

CARLOS PEDROSO DA SILVEIRA
, participou dos primeiros descobrimentos verificados em Minas Gerais, sendo Provedor da Oficina Real da Fundição de Ouro em Taubaté (1695); o Governador da Capitania de Itanháem; Capitão-mor-regente das vilas de Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá.

SALVADOR FERNANDES FURTADO DE MENDONÇA, chefiou uma bandeira que acampou, em 1696, às margens de um ribeirão chamado Ribeirão do Carmo, surgindo daí um arraial que originou a primeira vila e cidade de Mariana, na Capitania, hoje Estado de Minas Gerais.

ANTÔNIO DIAS, foi um dos descobridores das ricas minas de Ouro Preto e fundador da cidade do mesmo nome em 1699.

THOMÉ PORTES D`EL REY, fundador de São João D`EL Rey (1702) e de São Jose D`EL Rey ou São José do Rio das Mortes (1702), hoje Tiradentes.

Inconfidentes

Na Conjuração Mineira, dois taubateanos se destacaram por comungarem dos ideais da Inconfidência:

PADRE CARLOS CORREA DE TOLEDO E MELLO, vigário de São José do Rio das Mortes, hoje Tiradentes, desfrutava da amizade do povo por suas idéias liberais. Por sua instrução, destacou-se entre os inconfidentes que moravam na Vila de São José. Foi condenado juntamente com os demais inconfidentes, tendo seus bens confiscados. Sua sentença, conforme ordens reais, foi mantida em segredo por ser padre. Deportado para Lisboa, lá faleceu. A casa onde residiu o Padre Toledo na antiga Vila de São José do Rio das Mortes, tombada pelo IPHAN, é atualmente sede do Museu de Tiradentes. Conserva precioso acervo artístico e de documentos relativos à Época Colonial e à Conjuntura Mineira.

CLARO JOSÉ DA MOTTA, sobrinho do Padre Corrêa de Toledo e de Luiz Vaz de Toledo e de Luiz Vaz de Toledo Piza, mesmo sendo muito jovem, mereceu deles a confiança para exercer funções de estafeta, levando e trazendo a correspondência secreta entre Inconfidentes e os elementos simpatizantes ao movimento, residentes nas capitanias de São Paulo e Rio de Janeiro. Durante a devassa, ao que parece, aconselhado por seus tios, conseguiu evadir-se, constando que se embrenhou nas imensidões ainda desconhecidas do território de Mato Grosso.

Cléricos Ilustres


D. JOSÉ PEREIRA DA SILVA BARROS (1835-1896) – Foi vigário colado de Taubaté por 19 anos repletos de realizações. Deputado Provincial, Bispo de Olinda, Camareiro extranumerário de S.S. o Papa Leão XII, conde de Santo Agostinho, Bispo do Rio de Janeiro, Arcebispo Titular de Darnis e Bispo de São Paulo, foram algumas das honrarias atribuídas à personalidade do ilustre taubateano, cuja infatigável atuação foi marcada pela bondade, devotamento e caridade cristã. Prestou a Taubaté os mais relevantes serviços, reabrindo a Santa Casa de Misericórdia, fundando o Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, o Externato São Jose, amparando a população com socorros espirituais e materiais durante as epidemias, e praticando outras obras de caridade que encobriu cuidadosamente com a modéstia que o caracterizava.

BENTO DE SOUZA ALMEIDA
(1840-1901) – Respeitável sacerdote taubateano e descendente de ilustres famílias, foi vigário de Caçapava, de São Bento do Sapucaí e de outras cidade entre elas Dois Córregos, onde faleceu. Eleito Deputado Provincial, revelou-se orador fluente e ativo defensor do distrito que representava.

D. DUARTE LEOPOLDO E SILVA (1867-1938) – Destacou-se entre os taubateanos ilustres, sendo o primeiro Arcebispo de São Paulo, intelectual brilhante e orador eloqüente. Em Taubaté e na capital paulista, o seu nome está ligado a importantes obras religiosas e sociais, entre elas: a Arquidiocese de São Paulo, a Catedral da Sé, o Palácio da Cúria Metropolitana, o seminário Central, o Primeiro Congresso Eucarístico Nacional em 1915, a fundação de numerosos colégios, faculdades, ordens religiosas, dioceses, entre elas a de Taubaté. Dotado de vasta cultura geral, deixou preciosa contribuição literária. Reuniu inúmeros predicados e carismas que o consagraram como grande pontífice por sua inteligência, cultura, profunda piedade e zelo apostólico, senso de administração e firmeza de caráter. Esse taubateano ilustre, cujo busto está no vestíbulo da Catedral Metropolitana de São Paulo, embora não tenha deixado bens materiais, segundo sua última vontade, legou preciosa herança de realizações no campo material, espiritual e intelectual, projetando o seu nome no cenário da nação e além das fronteiras.

D. EPAMINONDAS NUNES DE ÁVILA E SILVA (1869-1935) – Primeiro bispo de Taubaté, homem enérgico e bondoso, humilde e introspectivo. Seu modesto gabinete era um laboratório de trabalho intenso, concentrado num apostolado fecundo e eficiente. Nascido na cidade de Serro (Minas Gerais), após sua ordenação como sacerdote, lá permaneceu como pároco até ser sagrado Bispo em 1909, e posteriormente, como primeiro Bispo de Taubaté, fez desta Diocese uma das mais promissoras e organizadas. Apesar de sua frágil, atendeu com entusiasmo e solicitude as necessidades e atividades pastorais das Vocações Sacerdotais, deixando como herança um Seminário afamado e um clero numeroso; deu especial atenção e cuidado a Assistência Vicentina e, ao jornal “O Lábaro”, órgão de imprensa diocesana por ele fundada, deu sábia orientação e intensa colaboração como escritor e jornalista sacro. A atual praça da Catedral recebeu o seu nome como uma homenagem do povo taubateano.

Titulares do Império em Taubaté

D. Pedro II, Imperador do Brasil, como Grão-Mestre das Ordens Honorificas do Império, outorgou títulos nobiliárquicos àqueles que se destacaram por seus serviços públicos, suas atividades sociais, econômicas, culturais, políticas e filantrópicas. Distinguiram-se:

TREMEMBÉ (Barão e Visconde de) – José Francisco Monteiro (1830-1911) - Abastado fazendeiro de café e homem de negócios, de ilustre descendência (filho de comendador), foi chefe político respeitado e prestigiado do Partido Liberal em Taubaté, sua cidade natal. Embora não tivesse filhos do seu casamento, deixou da época anterior ao mesmo, três filhos legitimados nascidos em Taubaté, aos quais deu apoio deixando uma herança e descendência ilustre (era avô do escritor José Bento Monteiro Lobato; Dr. Francisco Alves Monteiro Neto, advogado e diplomata). Foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Taubaté e Deputado Provincial. Colaborou com entusiasmo em várias benfeitorias, obras culturais e beneméritas. Prestou relevantes serviços durante a Guerra do Paraguai, sendo agraciado, em razão disso, a 30 de maio de 1868, como o titulo de “Barão de Tremembé”. Seu nome está ligado a importantes melhoramentos de sua cidade: participação na fundação e Diretoria da Companhia de Gás e Óleos Minerais de Taubaté (1833); acionista da Cia. de Bondes a Vapor (1880) entre Taubaté e Tremembé. Possuía importantes propriedades agrícolas: “Fazenda São Jose do Buquira” (no atual município de Monteiro Lobato); em Taubaté, o sitio hoje conhecido como “Chácara do Visconde”, cuja sede foi tombada e restaurada. Pelos seus méritos de cidadania foi agraciado a 7 de maio de 1887 com o titulo de “Visconde de Tremembé”.

MOSSORÓ (Barão e Visconde de) – José Felix Monteiro – Recebeu do Imperador D. Pedro II, os títulos honoríficos de Barão de Mossoró, a 16 de agosto de 1877 e o de Visconde de Mossoró, a 16 de outubro de 1888. Era filho de comendador e opulento fazendeiro de café e homem público, casando-se com taubateana de tradicional família. Ainda moço, dedicou-se às atividades rurais como cafeicultor. Posteriormente voltou-se para as atividades bancarias e comerciais, estabelecendo em Taubaté uma casa bancária com seu irmão José Francisco Monteiro (Barão e depois Visconde de Tremembé). Constituiu mais tarde importante estabelecimento comercial de ferragens, tecidos, secos e molhados em Taubaté. Foi um dos fundadores do Liceu de Artes e Ofícios da Capital da Província. Foi eleito Vereador Suplente da Câmara Municipal paulistana, em 1882. Dotado de espírito progressista, humanitário e com grande capacidade de trabalho, prestou inestimáveis serviços à coletividade taubateana nos setores de instrução e a, reconstrução das igrejas Matriz e Nossa Senhora do Rosário, fundação do teatro São João, e do Colégio Bom Conselho.

PEREIRA DE BARROS (Barão) – Coronel Jordão Pereira de Barros (1814-1891) – Filho de tradicional família taubateana, distinguiu-se pelos inúmeros serviços prestados à coletividade e como produtivo fazendeiro do café. Grande proprietário rural, era dono da Fazenda Fortaleza, um dos esteios da cafeicultura paulista, e, como cafeicultor participou da Exposição Internacional de Amsterdã em 1883 e de São Petersburgo em 1884. Jordão Pereira de Barros, como a maioria dos grandes proprietários de terras, teve grande influencia e participação na vida política e econômica de Taubaté. Foi Coronel da Guarda Nacional e ocupou os cargos de Juiz de Paz, Delegado de Policia, Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Taubaté, durante mais de uma década. Participou da fundação da Irmandade de Misericórdia, entidade mantenedora do “Hospital de Santa Isabel”, do qual foi grande benfeitor. Foi acionista, fundador e diretor da Cia. De Bondes de Tremembé (pequena ferrovia de bi tola estreita que ligava Taubaté àquela localidade, e que prestou importantes serviços no transporte de passageiros e de xisto betuminoso das jazidas de Tremembé à Cia. de Gás e Óleos Minerais de Taubaté, no fim do séc. XIX e começo do séc. XX, quando foi desativada). Foi um dos fundadores e gerentes da empresa de Bondes Urbanos de Taubaté (corriam sobre trilhos e eram bondes de tração animal), inaugurada a 6 de março de 1881, interligava os vários pontos da cidade, em diferentes itinerários. Recebeu de D. Pedro II, o titulo nobiliárquico de Barão a 20 de agosto de 1889.

POUSO FRIO
(Barão de) – Mariano José de Oliveira Costa (1818-1890) – Popularmente conhecido como Mariano Moreira, ostentava a patente de Coronel da Guarda Nacional, quando lhe foi outorgado o titulo honorifico por D. Pedro II, a 20.08.1889. Casou-se com a filha de Comendador, fazendeiro e homem público de grande prestigio. Elevou-se a posições sociais de importância, quando pode desenvolver trabalho consciencioso em prol da comunidade conquistando o respeito de seus contemporâneos. Dedicou-se a cafeicultura no Município de Taubaté, possuindo várias propriedades agrícolas, entre elas a “Fazenda das 7 Voltas” no Bairro do Pouso Frio. Fez parte da Comissão para a reconstrução da Igreja do Rosário, que se originou de uma capela edificada pela Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos. O Barão do Pouso Frio foi grande benfeitor e um dos principais sustentáculos do Hospital de Santa Isabel, para o qual muito contribuiu em vida, deixando em testamento importante legado. Foi Provedor do mesmo Hospital, permanecendo no cargo por reeleições anuais até a sua morte. Foi considerado o mais popular cidadão taubateano.

PEDRA NEGRA (Barão da) – Manoel Gomes Vieira (1821-1902) – Era casado com taubateana de tradicionais famílias e tronco de ilustres descendentes recebeu patente de Tenente-Coronel da Guarda Nacional, exercendo os cargos de Juiz de Órfãos e Vereador por 22 anos. Presidiu a última Câmara Municipal do período monárquico e a Primeira Câmara Republicana. Foi Presidente do Banco Norte de São Paulo. Participou de iniciativas e empreendimentos que resultaram no progresso de Taubaté e na criação de instituições educacionais e filantrópicas. Seu nome está entre os que mais auxiliaram na instalação e manutenção do tradicional “Externato São José”, de grande importância na educação feminina do Vale do Paraíba no período de 1892 a 1942. Prestou também relevantes serviços ao Hospital de Santa Isabel, defendendo por 23 anos os seus interesse. Abastado fazendeiro de Café, possuiu importantes fazendas, entre elas “Fazenda Fortaleza”, “Fazenda Quilombo”, “Fazenda Santa Maria”, “Fazenda Independência”, “Fazenda Ermo” e o “Sitio da Boa Esperança”. A qualidade do café produzido em suas fazendas foi premiada com Menção Honrosa na Exposição Internacional de Nice em 1885. Foi a ele outorgado por D. Pedro II, o titulo de Barão da Pedra Negra, a 20 de agosto de 1889.

Outras Personalidades Taubateanas ou Ligadas a Taubaté

JORGE EMÍLIO THEODORO WINTHER (1816-1873) – Médico renomado, dinamarquês de origem, humanitário e caridoso, clinicou em Taubaté durante 20 anos, prestando relevantes serviços. O Dr. “Winther Velho” , como era chamado pelo povo (para diferencia-lo de um de seus filhos), viveu e clinicou em Taubaté quando não havia automóveis, as estradas eram péssimas e o único meio de transporte era o cavalo. Deixou descendência de ilustres taubateanos.

DR. LOPES CHAVES (1833-1909) – Eminente e austero homem público, de grande importância no Império e na República, era natural de Jacareí, filho dos Barões de Santa Branca. Bacharel em ciências Jurídicas e Sociais. Casado em primeiras núpcias com paulista de tradicional família. Fixando residência em Taubaté casou-se pela segunda vez. Foi inicialmente filiado ao Partido Liberal e posteriormente ao Partido Conservador. No Império foi eleito Deputado Provincial e Deputado Geral. Na República foi Deputado Federal, Senador Estadual e Senador Federal. Dotado de grande capacidade intelectiva e prestigio concorreu para o engrandecimento de Taubaté, que adotou como sua terra natal. Por seus esforços e dedicação, Taubaté deve a ele muitos melhoramentos, tais como o seu primeiro “Grupo Escolar”, que o teve como seu patrono, sendo inaugurado oficialmente em 7 de setembro de 1902.

CORONEL JOSÉ BENEDITO MARCONDES DE MATTOS (1851-1919) – Foi figura de destaque na cafeicultura como fazendeiro atuante e progressista. Compreendendo a importância que teria a mão-de-obra do imigrante no desenvolvimento agrícola, após a abolição da escravatura, foi um dos pioneiros a receber nas suas fazendas, numerosas famílias de colonos italianos, contribuindo assim, com o crescimento do povoado de Quiririm. Destacou-se na política militando no Partido Conservador do Império, e na República tornou-se chefe de uma poderosa agremiação política: o Partido Republicano de Taubaté. Eleito Deputado Estadual, desenvolveu intenso trabalho em beneficio da cidade e região. Ca
sou-se com D. Francisca Marcondes de Mattos, conhecida como D. Chiquinha de Mattos, personalidade cristã que desenvolveu atividades filantrópicas de grande importância para o município.

D. FRANCISCA DE PAULA MARCONDES DE MATTOS (1854-1927) – Ilustre dama, que por seu espírito e vivencia cristã, dedicou-se a atividades filantrópicas, sendo admirada e estimada pelo povo taubateano por seu desprendimento e simplicidade que a todos confortava em suas necessidades. Natural de Caçapava, casou-se com o conceituado fazendeiro e político taubateano, Cel. José Benedito Marcondes de Mattos. Uma de suas obras de caridade que muito contribuiu para o bem estar social do povo taubateano, foi a doação do primeiro aparelho de raio X para o Hospital Santa Isabel, em 1927.

FELIX GUISARD (1862-1942) – Mineiro de Teófilo Ottoni, radicou-se em Taubaté, onde foi um dos pioneiros da indústria no Vale do Paraíba. Foi um dos fundadores da “Companhia Taubaté Industrial” (C.T.I.), e com o seu talento administrativo de grande industrial, colocou a indústria entre as mais importantes do ramo têxtil da América do Sul. Dedicou-se a inúmeras obras caritativas, auxiliando várias instituições, tais como: Hospital de Santa Isabel, Instituição de Combate à Tuberculose em Taubaté, Orfanato de Santa Verônica além de custear a construção do prédio do Asilo de Mendigos, posteriormente doado à Sociedade que o dirige até os dias atuais. Na época em que foi Prefeito de Taubaté, realizou inúmeras obras em beneficio da coletividade, como por exemplo: a “Escola Normal Livre Municipal” (de grande importância na vida cultural da cidade e da região); a abertura de estradas municipais; a criação do Distrito de Quiririm; empenhou-se na fundação da “Escola Felix Guisard” (destinada à formação de técnicos para as indústrias têxteis), mais tarde adquirida pelo SENAI.

DR. JOÃO URBANO FIGUEIRA (1864-1934) – Médico cirurgião, foi Diretor Clinico e Provedor do Hospital Santa Isabel. Criou o serviço Cirúrgico do hospital, fez a entrega da administração interna às Irmãs de São José, promoveu a instalação dos Serviços de Laboratório Bacteriológico e Raio X, e melhorou a precária situação financeira do Hospital. Em 1898 fundou a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Taubaté. Introduziu e empregou o 1º aparelho importado no Brasil de anestesia pelo gás hilariante da Davy que abriu novos horizontes ao campo da medicina operatória. Foi também pioneiro em aplicar os meios cirúrgicos na cura da tuberculose. Foi combativo o companheiro de Oswaldo Cruz na luta contra as endemias e epidemias (cólera, peste bubônica, etc). Foi vereador e Prefeito da cidade.

DR. GASTÃO ALDANO VAZ LOBO DA CAMARA LEAL (1869-1940) – Nascido no Rio de Janeiro, radicou-se em Taubaté, o ilustre jurista, homem público de caráter integro e cívico. Lecionou em várias escolas de Taubaté. Com o objetivo de elevar o nível cultural e ampliar as oportunidades de recreação em Taubaté, Dr. Gastão e outras pessoas importantes da sociedade taubateana, fundaram a 1 de dezembro de 1895 a “Associação Artística e Literária”, com realizações importantes no campo cultural e recreativo. No “Liceu de Artes e Ofícios”, filiado à Associação, estudaram centenas de alunos que se destacaram em vários ramos das atividades humanas. Foi diretor do Teatro São João e eleito o primeiro prefeito de Taubaté, assumindo posteriormente a direção do Instituto Correcional, hoje “Casa de Custódia do Estado”. Sua administração municipal se caracterizou pelos esforços e trabalhos sistemáticos para superar a crise da decadência da cafeicultura no Vale do Paraíba.

JOSÉ BENTO MONTEIRO LOBATO
(1882-1948) – Poucos escritores brasileiros participaram tão intensamente dos acontecimentos de sua época quanto Monteiro Lobato, que foi advogado, fazendeiro, editor, empresário e jornalista das mais atuantes na vida brasileira. Nasceu em Taubaté aos 18 de abril de 1882. Sua infância transcorreu na “Fazenda Santa Maria”, numa casa situada no largo da Estação, e, na bela “Chácara do Visconde”, propriedade de seu avô José Francisco Monteiro, Visconde de Tremembé. Diplomou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1904. Ingressou no Ministério Público, foi promotor em areias e tornou-se fazendeiro (herança de seu avô) e proprietário da Fazenda do Buquira. Publicou vários livros, dedicando-se mais tarde à literatura infantil, construindo uma verdadeira biblioteca para a criança brasileira. Criou a “Editora Monteiro Lobato”, disseminando livros por todo o Brasil, lançando as bases da Industria Brasileira do Livro. Sua obra se compões de 4 volumes que incluem literatura geral, traduções, adaptações e literatura infantil. Uma de suas obras de maior destaque é o “Sitio do Pica-Pau Amarelo”. Sua obra de ficção não infantil, ocupa um alto posto na literatura brasileira. Foi “Adido Comercial” nos Estados Unidos, de 1926 a 1931. Suas obras tinham um cunho nacionalista no melhor sentido de indagação sobre os problemas do país, da alma brasileira e de construção do futuro. Faleceu em 4 de julho de 1948.

GEORGINA ANDRADE DE ALBUQUERQUE (1885-1966) – Um dos maiores vultos femininos da pintura brasileira. Iniciou seus estudos em Taubaté, com o pintor Rosalbino Santoro, vice-cônsul da Itália. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, tendo como um de seus mestres, Lucilio de Albuquerque, com quem se casou. Aperfeiçoou-se na Europa, estudando inclusive na Escola de Belas Artes de Paris. Lecionou e foi Diretora da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Realizou várias conferencias e foi presidente do setor de Artes Plásticas do Brasil na ONU, dedicando-se ao maior conhecimento das artes plásticas brasileiras. Presidiu durante vários anos a Associação Brasileira de Belas Artes. Laureada em vários Salões Nacionais de Belas Artes. Laureada em vários Salões Nacionais de Belas Artes, seus trabalhos fazem parte do acervo da Pinacoteca do Estado do Estado de São Paulo, das Galerias da Escola Nacional de Belas Artes, dos Museus de Belas Artes de Los Angeles e Buenos Aires, além de constarem do patrimônio artístico de colecionadores brasileiros e de outros paises. Seu talento a consagrou nos meios artísticos nacionais e estrangeiros, como precursora do “impressionismo brasileiro”.

SEGESFREDO (FEGO) CAMARGO (1888-1971) – Consagrado violinista compositor e professor, nascido em Taubaté. Desenvolve seus dotes artísticos em um ambiente familiar totalmente artístico, pois todos eram músicos. Fazia parte de um dos grupos de musicistas que ao longo dos anos abrilhantaram a vida cultural taubateana nas primeiras décadas deste século. Antes do cinema falado, integrou uma orquestra no Cine Odeon e posteriormente no Cine-Teatro Politeama (hoje Metrópole), acompanhando as películas cinematográficas. Mais tarde, regeu a Orquestra Odeon atuando na primeira Emissora de Rádio do Vale do Paraíba, a PRD-3 Rádio Bandeirante de Taubaté, desde sua inauguração em 1931, e através da mesma, participou de programas na “Rede Verde-Amarela” que congregava mais três emissoras de São Paulo, Rio e Minas. A Orquestra Odeon, na época era das melhores do interior do Estado. Foi um “virtuose” do violino na década de 30, exibindo-se como solista de músicas clássicas e como acompanhante nas concorridas “horas de arte” promovidas pelo “Centro Recreativo de Taubaté”, a melhor agremiação de Taubaté. Apresentou-se ainda em grandes concertos pelos principais centros artísticos do país. Lecionou durante vários anos na “Escola Normal Livre Municipal de Taubaté”, ensinando música e solfejo e regendo famoso coral desse estabelecimento de ensino, recebendo inclusive elogios do maestro e compositor Vila Lobos, em visita a Taubaté em 1931. Foi um dos fundadores do “Ginásio do Estado” (hoje Colégio Monteiro Lobato), lecionando ali como professor de música dando renome ao estabelecimento. Fego Camargo foi inspirado compositor popular e semi-erudito, compondo valsas, chorinhos, música carnavalesca, hinos e outras peças que marcaram época nas “serestas taubateanas”. Era pai da consagrada cantora, radialista, a apresentadora de TV, “HEBE”, a quem dedicou uma composição com seu nome. Ao deixar Taubaté, a convite da Rádio Difusora Paulista, atuou na sua grande orquestra, integrando o “Conjunto Serenata”, responsável pelo sucesso do programa “Hora da Saudade”. Apesar de radicado em São Paulo, vinha sempre a Taubaté participar de eventos e serestas nas “Semanas de Monteiro Lobato”. Pelos seus méritos e dotes artísticos, a 19 de novembro de 1971, seu nome foi dado à “Escola de Música e Artes Plásticas de Taubaté”, entidade da Prefeitura Municipal, em homenagem a esse ilustre taubateano.

DR. JOSÉ LUIZ CEMBRANELLI (1889-1980) – Médico, cientista, político, professor, humanista, nasceu durante viagem de seus pais em águas do território brasileiro. Radicou-se em Taubaté por mais de 50 anos, sendo seu médico e benfeitor. Adquiriu conhecimentos e técnicas que o tornaram afamado clinico e cirurgião. Participando de vários congressos médicos nacionais e internacionais, foi se aperfeiçoando até realizar a primeira cirurgia cardíaca com sucesso. Em razão disso, o povo taubateano conferiu-lhe um “bisturi de ouro” (1946). Foi Diretor Clinico do Hospital Santa Isabel, durante 30 anos. Foi Presidente da Associação Paulista de Medicina e Cirurgia do Vale do Paraíba, bem como da Associação de Medicina de Taubaté, ingressando depois, na Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Dedicou-se com firme determinação à cancerologia. Homenageado várias vezes por entidades médicas brasileiras e internacionais, recebeu ainda o “Diploma do Colégio Internacional dos Cirurgiões de Genebra”, em 1935, um dos seus mais valiosos títulos. Destacou-se como político, quando representou Taubaté e o Vale do Paraíba na Assembléia Legislativa, onde foi um dos primeiros a apontar os erros e males resultantes da destruição da natureza. Transformou sua profissão em sacerdócio, e por seu espírito caritativo, recebeu o titulo de “médico dos pobres”.

FELIX GUISARD FILHO (1890-1964) – Nascido em Raiz da Serra-RJ, desde cedo afeiçoou-se a Taubaté onde passou toda a sua vida e à qual deu o melhor de sua inteligência, trabalho e cultura. Formado em medicina desde 1914, ingressou no Corpo Médico do Hospital Santa Isabel, ocupando os mais destacados postos como Provedor e Diretor Clinico até 1956. Também como industrial, fazendeiro e principalmente historiador, foi incansável pesquisador de fatos históricos, nacionais e de Taubaté e Ubatuba. Reuniu vários documentos, fontes primárias da historia de Taubaté, formando uma coleção denominada “Taubaté”, composta de oito volumes, além de publicar um estudo bibliográfico “Dom José da Silva Barros – sua vida e obra”, e os cinco volumes da “Biblioteca Taubateana de Cultura”. Ocupou os mais destacados cargos na Federação das Indústrias de São Paulo. Como político, foi Vereador, Presidente da Câmara Municipal e Prefeito de Taubaté. Jornalista, fazia parte do quadro da Associação Paulista de Imprensa, do Instituto Histórico e Geográfico e outras agremiações culturais. Foi intelectual e conferencista de renome e seus trabalhos elevaram a cultura taubateana.

CESIDIO AMBROGI (1893-1974) – Foi professor, jornalista e poeta. Foi um dos fundadores da “Sociedade Taubateana de Ensino”, da qual foi presidente. Fez parte de um grupo de intelectuais de prestigio de Taubaté que, com persistência e esforço conjunto instituíram a “Primeira Semana de Monteiro Lobato”, que aconteceu aos 12 de abril de 1953. Publicou várias obras literárias, merecendo elogios da critica literária, especialmente de seu amigo Monteiro Lobato.

DR. URBANO ALVES DE SOUZA PEREIRA (1897-1965) - Engenheiro e educador. Foi professor no “Colégio Diocesano”, na “Escola Normal Livre”, no “Ginásio do Estado”, além de ser um dos fundadores do Curso de Madureza “Major Acácio” e do “instituto Comercial” que se transformou mais tarde em “Sociedade Taubateana de Ensino”. Escreveu várias obras didáticas e ainda doou livros a fim de organizar a “Biblioteca Oscar Amaral”, visando o acesso do público à leitura, aprendizagem e recreação. Foi um dos fundadores da Companhia Predial de Taubaté e seu Diretor Técnico, propiciando aos seus usuários através de planejamento financeiro, possibilidades de obtenção da casa própria, dinamizando assim o setor de construções, modificando a aparência urbana da cidade, nas décadas de 30 a 60. Empenhou-se na fundação do Taubaté Country Club e instalação do SENAI no município. Projetou e construiu o Cine Palas e Urupês, além da Casa do Menor para a qual conseguiu fundos para sua construção e aparelhamento.

GENTIL EUGÊNIO DE CAMARGO LEITE (1900-1983) – professor e jornalista culto e talentoso, destacou-se pela sua colaboração em revistas paulistas de alto nível e jornais em São Paulo, Rio de Janeiro e interior, principalmente de Taubaté, entre eles “O Norte”, “Correio de Taubaté”, “O Momento”. Recebeu por sua valiosa participação jornalística, o Diploma de Honra da A.P.I. (Associação Paulista de Imprensa) concedido em 01.05.1958. Folclorista, pesquisador da historia taubateana e de suas tradições, usos e costumes, foi um dos fundadores da “Sociedade de História e Folclore de Taubaté”, a 4 de março de 1948. Como pioneiro nas pesquisas de caráter cientifico e divulgação das manifestações folclóricas taubateanas, tornou-se membro de importantes entidades folclóricas. Como escritor, escreveu variada produção literária. Fez importante parceria com o musico taubateano Fego Camargo, compondo várias músicas, entre elas “Taubaté tem visgo” e “Hino a Santa Terezinha”, e muitas mais. Seus estudos de caráter lingüístico são citados em importantes dicionários de autores nacionais.

JAURÉS GUISARD
(1905-1978) – A sua atuação como homem público, legislador, Prefeito, Diretor do SAPS no Estado de São Paulo, Diretor-Gerente da Companhia Taubaté Industrial, se caracterizou pelo devotamento ao bem-estar da coletividade, senso das responsabilidades assumidas e honradez a toda prova. Como Prefeito de Taubaté, sua terra natal, durante quatro mandatos – um de nomeação, dois de eleição e um de prorrogação – deixou valioso legado de realizações: reformou o Serviço de Água, foi patrono do ensino superior e universitário, urbanizou as praças de Santa Terezinha e Barbosa de Oliveira; construiu a Estação Rodoviária que ainda hoje presta serviços, o Ginásio Municipal “Prof º José Ezequiel de Souza”, criou a “Escola de Música e de artes Plásticas”, foi o pioneiro da era do asfalto em Taubaté, remodelando o serviço de transportes urbanos e fez outras obras importantes. Como Deputado Estadual, representou Taubaté na Assembléia Legislativa, onde viu seus projetos transformados em leis. Foi o autor do primeiro projeto de desapropriação da “Chácara do Visconde”, em campanha para preservar a memória de Monteiro Lobato, liderada pelo escritor e jornalista Oswaldo Guisard, irmão de Jaurés Guisard. Baseando-se em estudos e alicerçado em dados estatísticos, chefiou a campanha para desapropriação da “Light and Power”.

LICURGO BARBOSA QUERIDO (1912-1982) – Jornalista, poeta, advogado, empresário e filantropo. Foi Diretor-Financeiro da C.T.I. Foi Diretor Artístico da Rádio Difusora e como cronista e poeta colaborou durante muitos anos na imprensa valeparaibana, sob o pseudônimo de “JAP”. Fundou vários jornais de expressão: “Correio do Vale do Paraíba”, “C.T.I. Jornal”, “Tribuna Esportiva”, “A Tribuna” e “A Tribuna Caiçara”. Homem de visão, desenvolveu intensa atividade no setor imobiliário e empresarial no Vale do Paraíba e litoral norte paulista. Foi pioneiro na instalação de telefones em várias cidades dessas regiões e na extração de granito verde em Ubatuba. Destacou-se como presidente do Taubaté Country Club de Taubaté – dos quais foi um dos fundadores – e como Governador Rotário.

CLODOMIRO AMAZONAS - nasceu em Taubaté, São Paulo, a 14 de março de 1883. Em 1901, restaura obras do Convento Santa Clara, e funda a Associação Artística e Literária, com Gastão e Euzébio da Câmara Leal, em Taubaté, SP. Vivendo em São Paulo desde 1906, entra em contato com a obra de Batista da Costa e tem aulas com os pintores Augusto Luiz de Freitas e Carlo de Servi. Pintor de paisagens, a partir de 1912 realizou individuais em São Paulo, Juiz de Fora, Taubaté, Recife, Belém, Fortaleza e no Rio de Janeiro. Participou da fundação do Salão Paulista de Belas Artes em 1934, 1938 e 1939. No Salão, conquistou a grande medalha de prata em 1938 e, nesse mesmo ano e no seguinte, com paisagens, o segundo e primeiro prêmios Prefeitura de São Paulo. Um trabalho de sua autoria (caricatura de Monteiro Lobato, original hoje desaparecido), foi reproduzido no livro de Tadeu Chiarelli, Um jeca nos vernissages (p. 249). Em 1985, outro trabalho seu integrou a mostra 100 Obras Itaú, no MASP.
CRONOLOGIA
1883 – Nasce em Taubaté, São Paulo, a 14 de março.
1911 - 1ª Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo.
1912 - Primeira Individual no Salão do Edifício do Radium, na Rua São Bento, São Paulo.
1918 - Individual, na Rua da Quitanda, 4, São Paulo.
1924 - Individual, no Palacete Palmares, São Paulo.
1926 - Individual, na Galeria Blanchon, São Paulo.
1931 - Individual, na Casa Assunção, São Paulo.
1934/38/39 - Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo.
1934/1948 - Individual, na Galeria Ita, São Paulo.
1942 - Grande Exposição de Belas Artes, no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
1944 - Individual, na Rua Barão de Itapetininga, 121, São Paulo.
1946 - Individual, na Galeria Benedetti, São Paulo.
1949 - Individual, na Galeria Itá, São Paulo.
1951 - Individual, na Galeria Itá, São Paulo.
1953 - Individual, na Galeria de Arte Rio Branco, São Paulo.
1953 – Morre em São Paulo. (COLABORAÇÃO: jeobruno@superig.com.br; )


(Fonte: Profa. Maria Morgado e Abreu e outros calaboradores)

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