Tradições Folclóricas

Presépios

“Armar” presépios é costume secular em Taubaté. Herança crista portuguesa é tradição que permanece na roca e na cidade apesar da modernização dos costumes.
No Natal, são armados nas Igrejas, capelas e moradias cujas famílias preservam esse ritual.
Os presépios tradicionais são confeccionados com vários grupos de figurinhas representando os reis Magos, Nossa Senhora, São Jose, os pastores, as ovelhas, as vaquinhas e os demais elementos figurativos da cena do nascimento do menino Jesus.
Nestas lembranças de presépios à moda antiga, não podemos deixar de mencionar as “Folias de Reis”, isto é, os grupos de cantadores, que, à noite, visitam os presépios armados.
Após a louvação, os donos da casa oferecem salgadinhos e café, gentileza que é sempre agradecida pelos foliões com os cantos correspondentes.
A Área Cultural com o propósito de preservar e estimular essa tradição criou em 1997 o “Concurso de Presépios”, onde 24 presépios foram cadastrados, fotografados e visitados por folias de Reis.
Os pres’pios premiados pela criatividade, originalidade e tradição, receberam troféus e medalhas no grande encontro de “Folias de Reis”, que é realizado no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias, na Praça Monsenhor Silva Barros.
O “Encontro de Folias de Reis”é mais uma ação da Área de Cultura que tem buscado a preservação das tradições folclóricas do nosso povo.

Bonecos de Rua


Maria Angu, João Paulino, Bichinhos de Saias, etc... Os bonecos manipulados por adultos e crianças aparecem durante todo o ano nas mais diversas festividades: Carnaval, Festas Religiosas, Festas Cívicas, etc.
Em Taubaté, essa manifestação popular é preservada na Rua Imaculada pelo Sr. Geraldo Caçador, exímio construtor de bonecos.
O Sr. Geraldo mantém viva essa tradição confeccionando há mais de 12 anos bonecos para adultos e crianças brincarem nas festanças da cidade, principalmente na tradicional Festa do Folclore de Taubaté.

Bandinha de Lata


Bate na lata: plac! plac! plac!
Bate na lata: plac! plac! plac!
Se não tem tamborim... Bate na lata: plac! plac! plac!
Carnaval é assim!
Assim é a Bandinha de Lata da Professora Nair Mendes, que vem desafiando o tempo e a tecnologia transformando-se num fato folclórico de Taubaté.
A Bandinha de Lata desenvolve um trabalho musical significativo e destaca-se pela originalidade dos instrumentos utilizados e de seu criativo repertório.
As crianças da bandinha transformam sucata: latas de diversos tamanhos, tampinhas, canos de ferro, molas, bombas de inseticida, etc... em instrumentos musicais. Qualquer coisa que produza som é aproveitada pelo grupo.
A Bandinha pioneira, composta por 70 alunos da escola Bernadino Querido, multiplicou-se e hoje a Profª Nair já formou diversas unidades escolares.
A Bandinha de Lata apresenta-se há 10 anos nas festividades populares de Taubaté.

Capoeira


Luta, jogo ou dança? A pergunta continua no ar, enquanto a capoeira, aplaudida, cultivada ou perseguida vai atravessando os anos.
Escreveu Edson Carneiro em “Folguedos Tradicionais”: “Dá-se o nome de Capoeira a um jogo de destreza que tem suas origens remotas em Angola. Era antes uma forma de luta, muito valiosa na defesa da liberdade de fato ou de direito do negro liberto, mas tanto a repressão policial quanto as novas condições sociais fizeram com que, há cerca de cinqüenta anos, se tornasse finalmente um jogo, uma vadiação entre amigos” (Fonte: Folclore Brasileiro).
A execução requer uma roda sempre acompanhada por berimbaus, pandeiros, reco-recos, atabaques e agogôs.
É um jogo coreográfico onde os pés desafiam o equilíbrio, onde a ginga é um convite à dança e onde os saltos nos fazem perder o fôlego.
Em Taubaté existem vários grupos de Capoeira – com adeptos das mais variadas faixas etárias e classes sociais.
A Capoeira hoje é um fator de integração entre os jovens e pode se encontrada nas praças, feiras e festividades da nossa cidade.
Dentre os inúmeros grupos existentes em Taubaté, destacam-se:
• Abada Capoeira
• Ginga Brasil
• Cultuarte e outros.

Ervateiros de Taubaté


Se o futuro aponta pra a globalização das tecnologias e culturas mundiais, o passado em Taubaté jamais foi esquecido.
Os nossos ervateiros com sua farmacopéia popular, ainda curam muitas doenças com suas infusões e “garrafadas” de ervas.
Como muitos dos outros ervateiros que existem pelo Brasil afora, os conhecimentos das propriedades medicinais das ervas foram herdados dos índios, brancos e negros transmitidos através das gerações.
Em “garrafada” para diabetes usa-se carqueja, jambolão, unha de vaca, quina pereira, melão de São Caetano. São remédios amargos que bem fervidos, segundo os ervateiros, dão bons resultados.
Os ervateiros não benzem, nem rezam como os curandeiros e benzedeiras, mas conhecendo o poder curativo de plantas medicinais e de remédios de origem animal, receitam e vendem a variada mercadoria da farmacopéia popular.
• Alecrim: calmante do coração.
• Alfazema: chá para dor de barriga.
• Boldo do Chile: fígado e rins.
• Buchinha: sinusite e pancada.
• Carqueja: febre e fígado.
• Losna: febre e vômito.
• Carapiá: intestino e tosse.
Os ervateiros são encontrados no pátio do Mercado Municipal de Taubaté.

Breganha


Apresentando aspectos tão variados e pitorescos, as manifestações folclóricas de Taubaté são inúmeras.
Dentre elas destacamos um comércio singular que atravessa gerações e se mantêm atuante e dinâmico no pátio do Mercado Municipal de Taubaté, é a conhecida “Breganha”.
“Breganha” – designação popular, provém do vocábulo português Barganha: troca, permutação...
Nessa feira a variedade e profusão de mercadorias são uma inesgotável fonte de surpresas. Os objetos vão desde relógios, medalhas, até bicicletas, perucas, brinquedos, etc... e não é raro encontrar entre as “quinquilharias”, antiguidades que são logo arrematadas por colecionadores.
Os breganhistas, habilidosos na arte de breganhar, regateiam, discutem e com muita astúcia, negociam os seus mais estranhos produtos.
A Breganha é também um bom motivo para o encontro dos amigos, a roda de violeiros e o “matar o tempo”, num Domingo cheio de “negociações e ofertas interessantes”.

A Tradição dos Estandartes


Aos 14 anos desenhava e esculpia em barro, aos 16 trabalhava em pintura de prédios, nos anos 60, decorra um clube para o Carnaval, e a confecção de estandartes para o Bloco Serelepe será o inicio de uma arte singular.
A partir de 1985, Toninho Mendes, um dos mais expressivos artistas primitivos do Vale do Paraíba, inicia com sucesso suas exposições individuais.
Seus estandartes e bandeiras, registram a religiosidade da região. O artista pinta estandartes dedicados aos santos padroeiros das cidade do Vale do Paraíba e de 20 paises da América Latina, passando a figurar nos mais importantes livros e catálogos dedicados a divulgação de obras e artistas de reconhecida competência.
A pintura de Toninho Mendes é dos mais bem sucedidos exemplos da arte produzida em Taubaté e conhecida no exterior. O artista possui obras no Japão, Estados Unidos e Canadá. A Prefeitura de Taubaté, na tradição dos grandes murais pintados pelo saudoso Mestre Justino, convidou o artista para registrar sua obra num grande mural que pode ser visto em sua sede (pátio externo).
Título da Obra: “Tributo ao Mestre Justino”.

Capoeira - Trabalho eem Lapis de Vivian Campos

 


Encenação da Semana Santa